11 de novembro de 2009

Sympathy for the Rolling Stones

Pedras que rolam não criam musgo. É justamente por isso que nada pára The Rolling Stones. Em casa ou na rua é sempre bom de ouvir.

Separei uns vídeos bacanas. Cheers!

Não existe música que se compare com Sympathy for the Devil.



Paint it Black é clássica demais para ficar fora. Esse vídeo é bem legal. Bem legal mesmo.



Vale a pena assitir Ruby Tuesday para ver o Brain Jone tocando Flauta.

7 de novembro de 2009

Lévi-Strauss (1908-2009)

Senti uma tristeza com a morte do etnógrafo Claude Lévi-Strauss. Tinha escrito um textinho, coisa boba, diferenciando Claude Lévi-Strauss do Levi Strauss. Pois quando se estuda etnografia alguém sempre confunde o primeiro pelo segundo, talvez para provar sua indiferença ou ignorância. Tempo atrás, neste espaço, disse que gostaria de ler “Tristes Trópicos” com o autor ainda em vida. Este ano não li apenas “Tristes Trópicos”, como ainda “Totemismo Hoje” e outros artigos e trechos de outras obras (por exemplo: “Antropologia Estrutural”, “As Estruturas Elementares do Parentesco”). Inclusive assisti o documentário “Claude Lévi-Strauss por ele mesmo” no festival no Rio 2009.

Sua morte deixou um vazio etnográfico.

4 de novembro de 2009

Quotidiano em imagens #1

Andando em Niterói defronto-me com o letreiro d'um restaurante… Um trocadilho cafona muda todo o dia de uma pessoa.
[Foto minha.]

28 de outubro de 2009

Once upon a time in Nazi occupied France...

Bastardos Inglórios é um puta filme! Quando vi o cartaz na porta do cinema me interessou, pois é um cartaz esteticamente bem feito e fora, ainda, que o titulo é maravilho. Quando vi que era do Quentin Tarantino fiquei com mais vontade de ver, apesar de ter achado Death Proof muito fraco. Bastardos Inglórios é uma obra-prima!

Recomendo.

20 de outubro de 2009

{ Lies! }

Quando a cidade do Rio foi eleita para ser a sede das Olimpíadas alguém, nem que seja por algum segundo, imaginou que a violência voltaria consternar, como foi nesse fim de semana? E, o Estado está preparado para dar segurança para sua população e para os que vieram para assistir a Olimpíadas? Insisto: está? Um helicóptero abatido por traficantes é significativo para, então, ruminarmos que, talvez, estamos em guerra? Ninguém acha isso estranho? E aí, meu amigo, o que será de nós? Já se perguntou isso?

O futuro é nebuloso...

Pode não fazer muito sentido, mas lembrei dum trecho da canção Rebellion (Lies) do Arcade Fire, ainda quando vejo esse otimismo para as olimpíadas e com essa guerra acontecendo apenas alguns metros da minha residência (se for inteligível meu senso de humor):

Scare your son, scare your daughter.
Now here’s the sun, it’s alright! {Lies!}
Now here’s the moon, it’s alright! {Lies!}
Now here’s the sun, it’s alright! {Lies!}
Now here’s the moon it’s alright! {Lies!}

obs: preenchi a lacuna do outro post, acho que era o que faltava – infelizmente.

17 de outubro de 2009

CCIV

Um turumbamba de elefantes. Poderia ter perdido um olho ou, quem sabe, até mesmo a vida. A ponta da lança apenas fere. Passou bem perto. Aos gritos estridentes a coruja noturna perguntava incessantemente: “Qual meu nome? Qual é o meu nome?”.

– Estou embriagado demais para lembrar.

– Ignora?

– Estou ébrio, desgraça!

Duas lanças de marfim de encurralam contra a imponente muralha de pedra. Preferiria a lança no coração? Uma punhalada certeira e rápida? Ainda viva e no mesmo lugar a coruja,com seus enormes olhos negro e flavo, olhava naturalizando-me. Do meu lado, olhava-a humanizando-a. Dentro tudo girava e girava, carrossel infernal.

– O que quer de mim?

A coruja não me perguntava mais seu nome. Apenas aqueles olhos de julgamento. Tentei fugir, jogando me no meio dos loucos elefantes – de volta ao tango.

10 de outubro de 2009

Dica [número seis]

Andar num dia de chuva com o guarda-chuva (made in China) quebrado ou sabendo que vai quebrar é condição sine qua non. E mais, saber que ao esquecê-lo, mesmo que seja alguns segundos, num local público é dado que nunca mais vai encontrá-lo.

8 de outubro de 2009

CCII

Tento me entreter lendo, na cama, poemas de Charles Baudelaire. A atmosfera pesa sobre as costas e sobre a cabeça; o travesseiro sugere um descanso para as pobres e já cansadas pálpebras; aceito. Quanto tempo se passou, vinte minutos, uma hora? Ignoro. Não ignoro o frio e a escuridão sinistra reinante no quarto. Sensações macabras pelo corpo. Fios arrepiados. Alguma figura oculta me vigia, vagando circular e silenciosamente. Fantasmas heteróclitos e sorumbáticos? Nem um ruído, além da invencível noite. “Leonora?”. Ninguém responde. “Aurora?”. Nenhuma resposta. A solidão de um quarto escuro e solitário. Um pedaço de medo me pulsa nas artérias. Durmo, para esquecer.

4 de outubro de 2009

{ }

Então o Rio de Janeiro sediará as olimpíadas em 2016? Legal isso, né? Né não... Olha, tivemos o Pan e não mudou nada aqui. Não vi nenhum “legado” e nenhum beneficio para a cidade no final. Alguém viu? Só sei que alguém vai ganhar uma baba com essas obras todas, e não será a cidade do Rio. Duvido, mas duvido muito que a cidade vai ganhar, de fato, com essa escolha. Enfim, achei uma palhaçada! Não contem comigo para voluntário e nem para balançar bandeirinha na torcida pelo Brasil. Ok?

Só espero que até lá esteja longe desta cidade. Mas se alguém acha maneiro essa coisa de olimpíadas, troco o meu apartamento, que fica perto do Maracanã [uns 30 minutos andando, mais ou menos], por um em Porto Alegre ou em Santa Catarina.

1 de outubro de 2009

You’re my wonderwall

I said maybe
You're gonna be the one that saves me
(Noel Gallagher)

Devia ter uns 12 ou 13 anos de idade quando comecei me interessar por rock. Primeiro foi um disco do KISS apresentado pelo meu primo. Ia conhecendo banda pelo rádio, em trocas de discos com amigos de escola, em lojas de discos. Juntava meu dinheiro para comprar alguns, mas nem sempre era o suficiente.

Um dia minha irmã resolveu comprar um disco e fui, a obrigação de irmão mais velho, orientá-la – lógico que tinha meus interesses por trás. Eu queria muito, na época, conhecer Pink Floyd – até hoje acho as capas deles sensacionais. Pois bem, fiz ela comprar o “Atom Heart Mother” (também conhecido com 'disco da vaca'). Quando chegou em casa ela teve aquela decepção:

– Que música chata!

– Mas você nem ouviu tudo – argumentei.

Não teve jeito, ela queria porque queria trocar o álbum. Só deu tempo de ouvir o disco uma única vez antes voltar na loja. Não lembro como foi, mas ela conseguiu trocar. Ela ficou procurando um para levar no lugar quando peguei o álbum “(What's the Story) Morning Glory?” do Oasis. Conhecia algumas músicas da banda atráves do rádio, mas não fazia a menor idéia de quais eram as músicas que havia escutado no rádio e as que estavam nesse disco.

– Você vai gostar desse – acreditem, esse foi meu poder de influência para ela levar.

Ela gostou do disco, não tanto quanto eu. Eu fiquei obsecado. Ouvia bilhões de vezes “Wonderwall”.

Hoje, mais de mais 10 anos depois, continuo gostando de ouvir “Wonderwall”. Mas este ano, graças a internet, tenho adorado ouvir a regravação que a Cat Power fez. Gosto bastante dessa música, cada vez mais. A versão original do Oasis tem um significado histórico para mim, já o da Cat Power é uma coisa – como dizer? – mais sentimental, manja?


Wonderwall (versão Cat Power)


Wonderwall (versão original do Oasis)